Butantã é o novo ‘hype’ do mercado


Zoneamento, localização e mobilidade são fatores que valorizam o bairro. Preço dos imóveis novos aumentou 57% em três anos Uma nova “ilha” de alto valor imobiliário está se formando dentro de um dos bairros mais tradicionais de São Paulo — o Butantã, na Zona Oeste da capital paulista.
A área é delimitada pela Cidade Universitária-USP, pela Marginal Pinheiros e pela divisa com o shopping Cidade Jardim, em uma Zona Eixo de Transformação Urbana (ZEU), criada com o Plano Diretor de 2014 para aumentar o adensamento populacional no entorno da estação do metrô da Linha 4-Amarela.
Próxima a regiões economicamente fortes da cidade e com acesso fácil a vias importantes, a vizinhança vem recebendo dezenas de lançamentos nos últimos anos. De acordo com estudo do Grupo Lopes, das 11,2 mil unidades residenciais lançadas no bairro entre 2019 e 2022, 4, 4 mil (47%) estão nesse perímetro.
River South: escritórios e apartamentos com interiores sofisticados na Zona Oeste da capital
SDI/DIVULGAÇÃO
Para Cyro Naufel, diretor Institucional da Lopes, as condições do bairro, aliadas ao custo dos imóveis, são os maiores atrativos. “O Butantã está a quatro minutos de metrô da Faria Lima e a sete da Rua Oscar Freire, nos Jardins, mas seu metro quadrado tem preço médio de R$ 12 mil, enquanto no Itaim fica em R$ 35 mil. É uma ótima oportunidade para quem trabalha na Faria Lima, por exemplo, mas não consegue pagar por um apartamento naquela região”, avalia.
PARA INVESTIDORES
Com o aumento da demanda local, o preço dos imóveis novos foi valorizado. Naufel se recorda de um lançamento que fez em 2019 (100% vendido), do edifício River One, da SDI Desenvolvimento Imobiliário, cujo metro quadrado estava na faixa dos R$11,8 mil. “Agora, na revenda, sai por R$ 18,5 mil, ou seja, 57% a mais”, conta. O valor do metro quadrado para locação na região também disparou. Segundo levantamento do DataZAP+, entre agosto de 2018 e setembro deste ano, a variação foi de 54%. “É muito acima da média da capital, de 26%, o que mostra um fator local de valorização”, diz Pedro Tenório, economista do Grupo ZAP.
O fenômeno tem atraído investidores de olho inclusive nos complexos multiúso, como é o caso do River South, também da SDI. O empreendimento, com 12 andares corporativos e 16 residenciais, foi lançado no início de novembro e já teve 37% das unidades comercializadas.
Pavimentos intermediários de lazer e “wellness” nas torres do condomínio Cidade Jockey: aposta em projetos diferenciados na regiãoAo lado,
GAFISA/DIVULGAÇÃO
“Há uma carência de produtos de uso misto na região, e a mobilidade proporcionada pelo metrô favorece a criação de escritórios. Então, decidimos integrar as duas funcionalidades em cada torre”, diz Dario Abreu Pereira Neto, sócio-diretor da SDI.
Quem também tem apostado alto na região é a Gafisa. Em novembro, lançou o Cidade Jockey, com 377 unidades, entre estúdios e apartamentos de 125 metros quadrados, divididos em três torres — 180 já foram vendidas.
“É um projeto internacional, assinado pelo escritório americano Gensler, com lazer nos terraços, andar de wellness e área kids, que custa três vezes menos do que do outro lado do Rio Pinheiros”, compara Luis Fernando Ortiz, diretor de Incorporação da Gafisa.
VISTAS ÚNICAS
A 450 metros da estação Butantã, o residencial Àri, da Fibra Experts, incorporadora do Grupo Vicunha, explora outro trunfo da região: as vistas permanentes e deslumbrantes.
Vista permanente do “rooftop” de lazer do Àri para a zona verde do Butant
ESTEVÃO LOPES/FIBRA EXPERTS/DIVULGAÇÃO
Os moradores poderão desfrutar da paisagem de casas baixas e ruas arborizadas de uma área Z1, além da própria USP. “Estamos na parte mais nobre do Butantã e criamos um rooftop com lazer, piscina e academia exatamente para explorar essa vista”, diz Dalton Guedes, diretor de Incorporação da empresa.
O Parque Jockey, da Stan Desenvolvimento Imobiliário, bem na borda do bairro, também oferecerá uma visão incomparável do Jockey Club. “É um terreno muito especial, que permite uma vista fantástica e totalmente desimpedida do hipódromo”, explica Stefan Neuding, vice-presidente da Stan.

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