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Sinal digital de TV já chega a 90% dos brasileiros

Governo espera concluir migração até 2023 Em continuidade à iniciativa criada em 2014 no leilão do 4G, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Ministério das Comunicações planejam, até 2023, desligar completamente o sinal analógico de transmissão de televisão aberta no Brasil. A ação visa liberar a frequência que é usada para a transmissão da internet 4G, que terá o alcance ampliado nacionalmente juntamente com o leilão de novas frequências para a internet 5G. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Pandemia ainda deve pesar em balanços de bancos

Resultados do primeiro trimestre não captaram piora recente, que pode se refletir em deterioração nos calotes adiante; ao mesmo tempo, perspectiva de recuperação econômica favorece ações do setor Encerrada a temporada de divulgação de resultados dos grandes bancos, os balanços do primeiro trimestre parecem ainda não evidenciar a piora da pandemia no Brasil, que ganhou força entre março e abril. E a expectativa é que os números do segundo trimestre mostrem uma deterioração nos calotes. Ainda assim, outros fatores começam a entrar no radar dos investidores, como a perspectiva de recuperação da atividade após o momento mais drástico da crise sanitária, o que deixa o cenário para o desempenho das ações do setor financeiro na bolsa ainda mais complexo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Governo quer vender imóveis na praia e criar 'Cancúns' em Angra e Florianópolis

Justificativa é promover o turismo por meio da atração de investimentos privados, com geração de emprego e renda O governo Jair Bolsonaro planeja privatizar ou conceder áreas públicas em praias do país para estimular o investimento de grupos hoteleiros e o recebimento de cruzeiros internacionais. Internamente, fala-se que é possível construir no litoral brasileiro diferentes ‘Cancúns’ - referência ao destino mexicano famoso pelos resorts. Leia também: Turismo brasileiro depende da vacinação para sair da crise O projeto prevê o lançamento de uma fase piloto voltada a Angra dos Reis (RJ), Maragogi (AL), Cairu (BA) e região de Florianópolis (SC). O objetivo é privatizar imóveis à beira-mar para a construção de hotéis e resorts e também conceder à iniciativa privada ativos inalienáveis - como faixas de areia, áreas de ilhas e espelhos-d'água - para a construção de estruturas como píeres e marinas. No município baiano de Cairu, está nos planos até mesmo a concessão do forte do Morro de São Paulo - construção de 1630 protegida pelo Patrimônio Histórico Nacional. O programa vem sendo chamado inicialmente de Praias do Brasil e seria liderado pelo Ministério da Economia em parceria com as pastas do Turismo, Meio Ambiente e Infraestrutura. Na pasta liderada pelo ministro Paulo Guedes, o tema está a cargo da Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados e da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi). O envolvimento de diferentes pastas é visto como necessário para criar segurança jurídica aos investidores. O Meio Ambiente, por exemplo, seria responsável pelo diálogo com as esferas estadual e municipal para liberar entraves no setor. O Ministério da Infraestrutura ficaria a cargo de alinhar o projeto à legislação existente no setor logístico. Apesar de estar em fase inicial, o cronograma previsto atualmente prevê avanço ainda neste ano. O lançamento de editais públicos de chamamento para estudos está previsto para até o mês que vem. Até dezembro, estão previstos a assinatura de acordos de cooperação técnica, a conclusão dos estudos, a publicação de normativos para o andamento do projeto e o lançamento dos editais para as quatro regiões analisadas. As licitações para venda ou concessão de áreas em Angra, Maragogi, Cairu e região de Florianópolis estão previstas para o primeiro semestre de 2022. A justificativa do projeto é promover o turismo no litoral brasileiro por meio da atração de investimentos privados, com geração de emprego e renda. Os membros do governo querem aproveitar também o interesse dos investidores com o ESG (sigla em inglês para ambiente, social e governança) a fim de atrair recursos, apresentando a eles o projeto com um mote sustentável. Elimar Nascimento, cofundador do Laboratório de Estudos de Turismo Sustentável da UnB (Universidade de Brasília), afirma que são bem-vindas iniciativas de atração de investimento ao setor. Por outro lado, ele tem uma série de ressalvas à ideia de construir as chamadas novas Cancúns e diz acreditar que a proposta não seria tão eficaz para atrair turistas. "Você desembarca do avião e entra em um resort. É um turismo glamourizado e artificial, com hotéis internacionais todos iguais. São coisas conhecidas e padronizadas, sem contato com novas culturas, sem experiências diferenciadas. Fica perto da piscina, do mar, é um lugar de rico. Não muito mais que isso", afirma Nascimento. Ainda na visão de Elimar Nascimento, grandes complexos hoteleiros à beira-mar já existem em outros lugares - como na região do Caribe, nos EUA e na própria Europa -, e, portanto, oferecer o mesmo tipo de experiência em um lugar mais distante para esse público, como o Brasil, pode não atrair tantos turistas como se pensa. Segundo ele, há uma tendência no turismo internacional nos últimos anos de busca por opções mais sustentáveis e com imersões mais profundas em culturas locais. "A tendência não são essas coisas padronizadas, mas um turismo que procura dar a experiência do contato com a cultura, com a terra", diz. Ele cita como bom exemplo a estratégia usada nas últimas décadas pelo Peru, que escolheu cerca de dez locais no país - como a capital, Lima, e Cusco (próximo a Machu Picchu)- para investir na infraestrutura e atrair turistas. Segundo Nascimento, a chave é fornecer a infraestrutura adequada e integrada ao ecossistema local. A vontade de construir uma Cancún em Angra já foi expressa pelo presidente Jair Bolsonaro em mais de uma ocasião. Essa é uma das frentes em que o governo tenta avançar com a privatização de imóveis. O governo já disse haver potencial próximo a R$ 1 trilhão em receitas com as vendas, mas o plano ainda não decolou. Também está sendo planejada a reunião dos imóveis da União em um fundo ou uma empresa que teria potencial até de abrir seu capital em Bolsa de Valores. Investidores poderiam comprar cotas do fundo, em vez de somente terem possibilidade de comprar os imóveis em si. Wendell Adriel/Unsplash

Brasil ultrapassa 420 mil mortes por covid-19, mostra consórcio de imprensa

Só neste sábado, país registrou 2.091 óbitos e 63.268 casos da doença, segundo dados das secretarias estaduais de saúde O Brasil registrou 2.091 mortes por covid-19 e 63.268 casos da doença neste sábado, segundo dados das secretarias estaduais de saúde. O país, assim, chega a 421.484 óbitos e a 15.150.628 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia. A média de mortos por dia na última semana, a chamada média móvel, continua elevada: 2.131 óbitos por dia em média. Assim, o país completa 53 dias com média acima de 2.000 mortes por dia e 108 dias acima de 1.000. A média móvel é um instrumento estatístico que busca amenizar variações nos dados, como os que costumam acontecer aos finais de semana e feriados. O dado é calculado pela soma das mortes dos últimos sete dias e pela divisão do resultado por sete. Além disso, os óbitos no Estado de São Paulo em decorrência da doença superaram 100 mil desde o início da pandemia. Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais Foram atualizadas também as informações repassadas sobre a vacinação contra a covid-19 por 22 estados e o Distrito Federal. Neste sábado, foram registradas 321.318 primeiras doses aplicadas da vacina contra a covid e 137.553 segundas doses. O Brasil tem enfrentado dificuldades nas aplicações de segundas doses. Nesta semana, mais da metade das capitais tinha falta de Coronavac para a segunda dose. Com os dados vacinais deste sábado, 17% da população com mais de 18 anos recebeu a primeira dose da vacina contra a covid e 8% recebeu a segunda. A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Mais cedo, números oficiais do governo federal, divulgados pelo Ministério da Saúde, apontaram 421.316 mortos (com 2.202 novas mortes nas últimas 24 horas) e 15.145.87 casos confirmados (sendo 63.430 nas últimas 24 horas) até este sábado pela doença. Enterro de vítima da covid no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus AP Foto/Edmar Barros

Se a CPI da Covid provar, Bolsonaro 'será responsabilizado sim', diz Renan

Relator diz que CPI é oportunidade para governo mostrar que fez certo, mas diz que há percepção da sociedade de que, se tivesse sido certo, não teria “transformado o Brasil em cemitério do mundo” O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse neste sábado esperar que o presidente Jair Bolsonaro não tenha responsabilidade sobre o agravamento da pandemia no país, que já matou mais de 400 mil pessoas. Por outro lado, destacou que, se isso for provado, ele vai ser responsabilizado. A declaração foi dada em entrevista ao Grupo Prerrogativas, que reúne advogados. Primeiro, o senador citou algumas declarações de Bolsonaro que ele chamou de “absurdos”. “O que deve ser levado em conta é a maneira como o governo minimizou a pandemia, como o governo entendia que ela não era letal, não causa mortes, como o governo minimizou o papel da vacina, que é o único instrumento que pode resolver o problema, e como o governo fechou as portas para os produtores de vacinas. Não foi só para a Pfizer. Por quê? Porque o presidente disse várias vezes que não acreditava na vacina, muito menos na chinesa, que quem tomasse ia virar jacaré e afinar a voz”, disse Renan. Em seguida, o senador concluiu: “Não dá para comparar, por tudo isso, a circunstância do Brasil com a de nenhum outro país. Em nenhum outro lugar, o chefe de Estado ou de governo falou publicamente esses absurdos para os seus governados, para a sua população. Então não dá. Só tivemos isso no Brasil. Eu espero que o presidente da República não tenha responsabilidade com o agravamento do morticínio no Brasil. Espero que a CPI não chegue a tanto. Mas se a CPI chegar, não tenho nenhuma dúvida que ele será responsabilizado sim.” Renan ainda disse: “Ainda não temos como responsabilizar o presidente da República nem ninguém. Estamos começando os trabalhos. O nosso objetivo é fazer uma revisão nas políticas equivocadas para salvar vidas, e investigar o que aconteceu.” Segundo o senador, “há a percepção da sociedade de que, se o governo tivesse feito certo, e o governo tem na CPI uma oportunidade para mostrar que fez certo, certamente também não teríamos tido que conviver com esse morticínio todo, transformado o Brasil em cemitério do mundo”. O senador ainda defendeu a convocação do ministro da Justiça, Anderson Torres, que, em entrevista à revista "Veja", disse que vai requisitar à Polícia Federal (PF) informações sobre desvios de recursos federais enviados a estados e municípios. Por outro lado, disse ser contra convocar os filhos do presidente, até para não dar motivo para dizer que a CPI é uma iniciativa para atingir pessoalmente Bolsonaro. Mas não deixou de criticar pai e filhos pelos ataques que desferem, muitas vezes sem provas, à China, país que fornece vacinas e outros insumos de saúde ao Brasil. Esta semana, por exemplo, o presidente insinuou que o coronavírus foi produzido pela China como parte de uma guerra química. “Precisamos pôr termo a essa irresponsabilidade”, disse o relator da CPI. Renan voltou a elogiar os depoimentos dados à CPI pelos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, que reafirmaram discordar da forma como Bolsonaro conduziu o enfrentamento à pandemia. Quanto ao depoimento do atual ministro, Marcelo Queiroga, o relator da CPI disse que ele adotou uma estratégia de não falar a verdade. “Tivemos um depoimento do atual ministro que não foi esclarecedor porque visivelmente ele defendeu uma estratégia de não responder as perguntas objetivamente e, consequentemente, não falar a verdade. Mas ainda reconheceu a existência do grupo paralelo [de assessoramento ao presidente], o constrangimento em algumas oportunidades de ser desautorizado pelo discurso negacionista do presidente da República”, disse o senador. Durante a sessão da CPI, Queiroga foi questionado várias vezes sobre declarações de Bolsonaro. A resposta padrão foi a de que ele não poderia fazer juízo de valor sobre falas do presidente. Também houve perguntas sobre falhas do Ministério da Saúde antes de sua chegada ao cargo. Nesse caso, a resposta padrão foi a de que não poderia falar sobre gestões anteriores. Questionado sobre o que pode ocorrer com o ex-ministro Eduardo Pazuello, o senador lembrou que os investigados podem deixar de comparecer à sessão da CPI. Mas também afirmou que Pazuello vai ser ouvido como testemunha, sem citar medidas concretas para obrigá-lo a ir. Renan destacou, por exemplo, que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a possibilidade de fazer condução coercitiva. Pazuello falaria à CPI na última quarta-feira, mas alegou ter mantido contato com pessoas com Covid-19 para pedir um depoimento remoto, o que foi negado. A comissão remarcou a audiência dele para o dia 19 de maio. “Queremos que ele compareça. Ele será interrogado como os outros foram”, disse o relator da CPI. Renan ainda elogiou a gestão do filho, o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), no enfrentamento à pandemia. O governo Bolsonaro quer focar as investigações na forma como estados e municípios gastaram recursos federais. O próprio presidente, inclusive, já sugeriu uma investigação contra Renan Filho. Neste sábado, o relator da CPI voltou a dizer que, em caso de apuração sobre a gestão de seu filho, isso ficará a cargo de outro integrante da comissão. O senador Renan Calheiros: Se a CPI da Covid provar, Bolsonaro 'será responsabilizado sim' Marcos Oliveira/Marcos Oliveira/Agência Senado

SP chega a 100 mil mortos por Covid, com vírus espalhado pelo interior

Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que doença tem se mostrado mais letal fora da Grande São Paulo O estado de São Paulo ultrapassou neste sábado a marca de 100 mil mortos pela Covid-19, uma epidemia que começou concentrada na Grande São Paulo e depois se espalhou para as demais regiões. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, o total de mortes decorrentes do coronavírus desde o início de março do ano passado chegou a 100.649 óbitos. Em oito desses mais de 13 meses de mortes, a doença se mostrou mais letal no interior e no litoral do estado, que aplicou políticas regionalizadas, promoveu a abertura mesmo contra recomendações do centro de contingência para a pandemia do próprio governo e enfrentou dissidência de prefeitos –muitos dos quais desobedeceram as recomendações estaduais, ainda que alguns tenham tomado medidas ainda mais rígidas que as propostas pela gestão Doria. Em abril do ano passado, 16% dos óbitos pela doença aconteceram em cidades fora da região metropolitana da capital. Um ano depois, esse percentual subiu para 53%. Segundo dados do governo de São Paulo, 56% dos mortos pela doença no estado são homens e 71% têm 60 anos ou mais, perfil semelhante ao observado no país. Entre os pacientes internados no território paulista, a taxa de cura é de 68%. O estado concentra 24% das mortes ocorridas no Brasil por causa da Covid. Se fosse um país, em números absolutos São Paulo seria hoje o nono no ranking mundial de óbitos pelo coronavírus, atrás de EUA, Brasil, Índia, México, Reino Unido, Itália, Rússia e França. O interior e o litoral paulista, por sua vez, seriam o 18º. Já a Grande São Paulo, com 39 municípios e 47% da população do estado, reúne ainda mais vítimas, quando considerado todo o período da pandemia, devido sobretudo ao impacto dos meses imediatamente após a chegada do vírus. São cerca de 51% do total de óbitos registrados até o momento. Em países asiáticos, como China e Vietnã, o aumento de casos em alguma localidade levava a uma forte restrição de movimentação de pessoas para outras localidades, o que evitou que a Covid-19 se espalhasse rapidamente. Mas políticas rígidas nesse formato não foram tomadas no Brasil, e o vírus encontra mais condições de circular. O aumento dos casos no interior e litoral paulista pressiona um sistema de saúde com menos recursos físicos e humanos e que, quando lotado, deságua nos hospitais da capital. Embora o estado tenha a menor desigualdade entre capital e interior no país, o número de médicos é consideravelmente menor fora da Grande São Paulo. Segundo o estudo Demografia Médica no Brasil de 2020, a capital tem uma proporção de 5,61 médicos para cada mil habitantes. Nas demais regiões, essa razão cai para 2,31. Também há menos leitos de UTI. Dos cerca de 13 mil reservados para pacientes de Covid nesta semana, cerca de 5.800 (45%) ficam foram da Grande São Paulo. Contudo, nos últimos quatro meses, alguns dos piores de toda a pandemia, houve mais óbitos nas cidades interioranas que na Grande São Paulo. Na maior parte de abril, todas as regiões do interior tiveram mais de 80% de ocupação de UTIs, com a maioria delas ultrapassando os 90%. Na região de Bauru, a lotação das UTIs chegou a 98%, embora novos leitos tenham sido criados. Na quarta (5), segundo o governo do estado, 9 a cada 10 vagas de terapia intensiva estavam preenchidas. A pandemia tem sido um grande ponto de atrito entre a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (Patriota), e o governador João Doria (PSDB). Contrária a medidas severas de restrição ao comércio, ela cobra do governo estadual a ampliação do sistema de saúde do município, que também atende cidades vizinhas. A gestão municipal chegou a editar um decreto que ampliava o leque de atividades consideradas essenciais, flexibilizando medidas impostas pelo governo. A lei, depois suspensa pela Justiça, permitia o funcionamento, por exemplo, de shoppings, bares e salões de beleza. Rosim também participou de uma manifestação, crítica a Doria, que pedia a abertura do comércio na cidade. O governador, por sua vez, disse que a prefeita fazia "vassalagem" ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em vez de adotar medidas para frear a Covid. Entre as 16 regiões fora da Grande São Paulo, a que mais concentra mortes é a de Campinas. Cerca de 10% dos óbitos no estado ocorreram na região. A cidade de Campinas é a terceira em número de mortes, com mais de 3.000 vítimas. Perde apenas para a capital e Guarulhos, as outras duas cidades mais populosas do estado. Covas abertas no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo, para receber vítimas da covid-19 Andre Penner/AP

Algar compra de 85,2% a 100% da Vogel Telecom por R$ 600 milhões

Rede adquirida é complementar nos Estados de SP, RJ, MG, PR, SC e RS e permitirá expansão imediata para novas localidades, diz operadora mineira A operadora mineira Algar Telecom firmou contrato para compra de 85,2% a 100% do capital social da Vogel Telecom, por até R$ 600 milhões, conforme fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) neste sábado. A aquisição foi feita pela subsidiária integral Algar Soluções em TIC. A concretização do negócio está sujeita às condições precedentes normais nesse tipo de operação, incluindo as autorizações pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além do não exercício do direito de preferência pelos atuais acionistas minoritários da controladora da Vogel. Como a aquisição das ações da Vogel pela Algar representa investimento relevante, a operação será submetida aos acionistas da empresa mineira. Deverá ser convocada uma assembleia geral extraordinária para esse fim, em data ainda não definida. A Vogel é uma empresa de telecomunicações dedicada ao mercado de empresas e atacado, que oferece serviços de conectividade de alta capacidade. Tem presença em 150 cidades de 13 Estados mais o Distrito Federal. Algumas dessas localidades representarão novas áreas de atuação para a Algar. A rede de fibra óptica da Vogel tem cerca de 27 mil km e está instalada em cidades e regiões que concentram potencial de consumo em telecomunicações e tecnologia da informação (TI), segundo a Algar. A empresa com sede em Uberlândia afirma no fato relevante que a aquisição está alinhada à sua estratégia de crescimento, que abrange sua expansão geográfica por meio da oferta de soluções integradas de telecomunicações e TI, com foco no segmento B2B (negócios empresariais, na sigla em inglês), micro e pequenas empresas, além de clientes corporativos, que já representam mais de 60% de suas receitas. A rede adquirida é majoritariamente complementar à da Algar nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, informou a companhia de Minas. Acrescentou que as condições dessa infraestrutura permitirão uma expansão imediata para essas novas localidades. A rede da Algar passará a ter 110 mil km de fibra óptica. Com a aquisição, a carteira vai adicionar cerca de 3,4 mil clientes corporativos. A Algar disse acreditar que a transação, após concretizada, adicionará “relevantes sinergias operacionais que, em razão da complementariedade entre as redes, por si só, viabilizam a operação”. Chaitawat Pawapoowadon/Pixabay

Produtores brasileiros poderão usar grão para comprar caminhonete

Montadora Stellantis, nascida da fusão dos grupos Fiat Chrysler e Peugeot Citroën, lançou um programa-piloto de venda das marcas Fiat, Jeep e Ram Produtores rurais brasileiros vão poder comprar suas novas caminhonetes e pagar com os grãos produzidos nas fazendas. A Stellantis, mais nova "supermontadora" de veículos, nascida da fusão do grupo FCA Fiat Chrysler com PSA Peugeot Citroën, lançou um programa-piloto de venda de automóveis das marcas Fiat, Jeep e Ram que permite pagamento fixo e liquidado em soja. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Aproximação de Kassab com Lula e Maia aumenta chances de Fábio Faria ir para o PP

A aproximação do presidente nacional do PSD com o ex-presidente, incomodou correligionários mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, entre eles, o ministro das Comunicações Ainda que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sempre defenda que o partido é independente, a aproximação dele com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu esta semana em Brasília, incomodou correligionários mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, entre eles, o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Com os movimentos do petista, aumentaram as chances de Faria migrar para o PP, legenda que está cada vez mais alinhada ao Palácio do Planalto. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Polícia Civil divulga nomes de 28 mortos em operação no Jacarezinho, no Rio

Segundo autoridade, 25 dos 27 civis mortos tinham registro na ficha criminal A Polícia Civil divulgou na noite deste sábado a lista com os nomes dos 28 mortos durante a operação ocorrida no Jacarezinho, no Rio de Janeiro, no dia 6 de maio. Mais cedo, autoridades informaram que o número de mortos chegava a 29. Leia mais: PGR pede explicações a governador do Rio sobre mortes em Jacarezinho Até o início da tarde já tinha sido identificado o inspetor de polícia André Leonardo de Mello Frias. De acordo com a Polícia Civil, entre os outros 27, 25 tinham ficha criminal. Leia mais: Governador do RJ defende ação da polícia no Jacarezinho e diz que reação dos bandidos foi brutal A lista dos 27 civis é a seguinte: 1 - Jonathan Araújo da Silva; 2 - Jonas do Carmo Santos; 3 - Márcio da Silva Bezerra; 4 - Carlos Ivan Avelino da Costa Junior; 5 - Rômulo Oliveira Lúcio; 6 - Francisco Fábio Dias Araújo Chaves; 7 - Cleyton da Silva Freitas de Lima; 8 - Natan Oliveira de Almeida; 9 - Maurício Ferreira da Silva; 10 - Ray Barreiros De Araújo; 11 - Guilherme de Aquino Simões; 12 - Pedro Donato de Sant'Ana; 13 - Luiz Augusto Oliveira de Farias; 14 - Isaac Pinheiro de Oliveira; 15 - Richard Gabriel da Silva Ferreira; 16 - Omar Pereira da Silva; 17 - Marlon Santana de Araújo; 18 - Bruno Brasil; 19 - Pablo Araújo de Mello; 20 - John Jefferson Mendes Rufino da Silva; 21 - Wagner Luiz Magalhães Fagundes; 22 - Matheus Gomes dos Santos; 23 - Rodrigo Paula de Barros; 24 - Toni da Conceição; 25 - Diogo Barbosa Gomes; 26 - Caio da Silva Figueiredo; 27 - Evandro da Silva Santos. A operação no Jacarezinho no dia 6 de maio foi a que resultou em mais mortes decorrentes de intervenções policiais desde 2007, segundo levantamento do Globo/Extra. Em 15 de outubro do ano passado, houve 25 vítimas, mas durante oito operações diferentes na mesma data.

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